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Foi a convite dos responsáveis do Memorial Natal (entidade cultural e espaço museal da Prefeitura Municipal de Natal) que o GUAP (Grupo Universitário de Aquarela e Pastel) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, se mobilizou para propor a realização de exposição temática, a ser aberta em 17 de maio de 2017, no próprio Memorial, no Parque da Cidade

Seu título RETALHOS DA MEMÓRIA versa sobre o tema sugerido pelo ICOM (Conselho Internacional de Museus): Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus.  Adequa-se à proposta de criar espaço de diálogo e construção de narrativas visuais em torno do tema da memória, respeitando as diversas linguagens dos artistas do GUAP.

Cabe esclarecer que o GUAP é constituído por um grupo de artistas integrantes da comunidade universitária (professores e alunos, ativos e aposentados) voltados para as artes visuais, alguns consagrados, outros iniciantes. Todos buscam experimentar diferentes suportes, técnicas e produções artísticas, que interpelam vasto público, principalmente aquele formado por crianças e jovens, em idade escolar, que constituirá o público de amanhã. Precisa leva-lo a se interessar pelas artes, para que se torne um dia apreciador, difusor e produtor das artes.

Neste sentido, os artistas do GUAP elegeram com tema de sua reflexão e produção artística em pintura em aquarela, pastel ou acrílico, desenho com lápis de cor, grafite e nanquim, arte digital, dentre outros, a memória com matéria retalhada e despedaçada/a relação entre esquecimento e lembrança.

Trata-se de produções antenadas sobre a realidade do mundo que nos rodeia, seja ele local ou global. Seres humanos vítimas dos mais terríveis atos de barbárie foram relegados ao esquecimento após seu momento de visibilidade nas telas dos celulares, vídeos, tabletes e televisões. Crianças mortas nas praias do mar Egeu, cabeças rolando abaixo dos muros das penitenciarias brasileiras, mares de lama recobrindo os verdes campos de Minas Gerais, tiros ecoando no breu das noites capixabas, rostos desfeitos pela dor de serem barrados em aeroportos por causa de sua origem ou religião…. temas de reflexão sobre o indizível não faltam.

Narrar a destruição do meio ambiente e a beleza dos morros, a força da vida em face da morte, a superação de todas as formas de violência, intolerância, miséria, tornou-se modo de trazer nas telas dos artistas o significado do esquecimento. As formas pictóricas não se destinam a um único meio social ou grupo de interesse, intelectual ou acadêmico, mas articulam expressões de diferentes posturas e entendimentos de nossas relações humanas, sociais e de gênero.

Deste modo, atende-se ao propósito de valorizar obras pictóricas que possuem múltiplas identidades, sendo passíveis de controversas e de diferentes interpretações. Cada um dos expositores pretende tecer alguma forma de diálogo com o público que frequentará as alamedas do Parque da Cidade e o chão do Memorial Natal, mostrando que é sim possível dizer o indizível em espaços museais, tanto nas obras expostas bem como nas atividades e palestras previstas durante a 15ª Semana Nacional dos Museus, em Natal.

 

Título de exposição: RETALHOS DA MEMORIA

Organização e Curadoria: Françoise Valery e Neilton Santana

Expositores convidados:

Amora Rodrigues – Ana Lúcia Bet – Clara Pacheco – Françoise Valery – Judite Pondofe – Larissa Freire – Moema Felipe – Ocirema Pacheco – Rilda Chacon – Socorro Evangelista – Talissa Bordonalli – Vandeberg Medeiros e Vicente Vitoriano

 

Abertura: 17 de maio de 2017 as 15 hs

Visitação: 17 de maio a 18 de junho, das 14 às 17:30 hs

Local: Memoria Natal – Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte.