img-20161114-wa0071A Prefeitura do Natal, através da Secretaria de Cultura (Secult/Funcarte) publica na edição desta quinta-feira (17) do Diário Oficial do Município, o resultado do processo de curadoria da Chamada Pública Cine Natal 2016. O edital irá premiar 06 projetos audiovisuais com vistas à realização de curtas-metragens, e conta com complementação de recursos oriundos do Fundo Setorial do Audiovisual/ANCINE.

O edital chega à terceira edição e hoje figura como a principal ação de fomento ao Audiovisual no Rio Grande do Norte. Lançado em 16 de setembro deste ano, o Cine Natal manteve inscrições abertas durante 45 dias e depois mais uma semana de prorrogação. A Fundação Cultural Capitania das Artes, órgão responsável pela seleção, recebeu um total de 31 projetos inscritos, sendo 21 na categoria Ficção, 7 na categoria Documentário e 3 na de Animação.

O Cine Natal tem investimento da ordem de R$ 100 mil e aporte de R$ 200 mil por parte do Fundo Setorial do Audiovisual/ANCINE. Conforme a chamada, os projetos inscritos passaram na última semana pela fase de habilitação jurídica, e os habilitados foram encaminhados à fase de habilitação e seleção técnica.

Para a seleção técnica, a Secretaria de Cultura em amplo diálogo com segmento convidou profissionais de renome no campo do audiovisual: Marcelo Ikeda (RJ/UFC) e Mariana Porto (PE/UFPE) e como representantes da instituição Josenilton Tavares (Diretor de Políticas Culturais da SECULT) e Bruna Hetzel (Chefe do Núcleo de Audiovisual da Funcarte), que assumiu a coordenação do processo.

 

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Sobre os curadores do Cine Natal 2016

MARCELO IKEDA

Professor do Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Ceará (UFC). Mestre pelo PPGCOM da Universidade Federal Fluminense (UFF). Trabalhou na Agência Nacional do Cinema (ANCINE) entre 2002 e 2010, ocupando diversas funções. Sua principal pesquisa acadêmica é sobre as políticas públicas para o setor cinematográfico a partir dos anos noventa, e sobre a economia do audiovisual. Ministrou cursos e palestras sobre Leis de Incentivo e Economia do Audiovisual em diversos cursos, como IETV e FGV/RJ (Film & TV Business). Sua dissertação de mestrado (O modelo das leis de incentivo fiscal e as políticas públicas cinematográficas a partir da década de noventa) recebeu o Prêmio Economia Criativa – Apoio a Estudos e Pesquisas, concedido pelo Ministério da Cultura em 2012. Publicou em 2012 o livro “Lei da ANCINE comentada (MP 2.228-1/01)” e em 2013 o livro “Leis de Incentivo para o Audiovisual” (ambos pela Editora WSET). Em 2015, publicou pela Summus Editorial o livro “Cinema brasileiro a partir da retomada: aspectos econômicos e políticos”. Diretor e Roteirista de diversos videos, participou de diversos festivais nacionais e internacionais. Crítico de Cinema, escreveu para variados veículos, especialmente na internet, como ViaPolítica, Claquete, CurtaoCurta, Revista Etcetera, mantendo o blog Cinecasulofilia (www.cinecasulofilia.blogspot.com) desde 2004. Curador da Mostra do Filme Livre (CCBB/RJ) desde 2003. Desenvolve também pesquisa sobre o cinema contemporâneo independente brasileiro, publicando, em 2011, o livro Cinema de garagem: um inventário afetivo sobre o jovem cinema brasileiro do século XXI, em coautoria com Dellani Lima. Organizou (com Dellani Lima) a mostra Cinema de Garagem (Caixa Cultural/RJ – julho/2012; Cinema do Dragão – Fortaleza/2014; Centro Cultural da Justiça Federal – Rio, 2014). Em 2014 publicou o livro “Cinecasulofilia” (Editora Substânsia).

 

MARIANA PORTO

 

Realizadora e educadora audiovisual. Possui Mestrado em Artes Cênicas (Universidade Federal da Bahia, 2007) e graduação em Psicologia (Universidade Federal do Ceará, 2002). Atua como diretora, roteirista e montadora, tendo realizado 3 curtas-metragens de sua autoria. Atua como educadora e coordenadora pedagógica de formações audiovisuais em contextos comunitários e no ensino superior. É coordenadora geral do projeto Escola Engenho – Formação, arte e tecnologia para jovens (www.escolaengenho.com). Foi coordenadora regional do projeto Inventar com a diferença, parceria da Secretaria de direitos humanos (SDH) e da Universidade Federal Fluminense (www.inventarcomadiferenca.org). Também atua como curadora (FINCAR – Festival internacional de cinema de realizadoras) e como júri em comissões de seleção de editais públicos. Atualmente leciona como professora substituta no curso de cinema e audiovisual da UFPE as disciplinas de montagem, direção de arte e cinema e educação.

 

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